Algarvia foi uma das 1ªs mulheres enfermeiras paraquedistas

“Maria Zulmira André, algarvia, natural de Santa Bárbara de Nexe, nasceu em 1930. O seu nome ficará para sempre ligado à história militar portuguesa. Conhecidas pelas “6 Marias” – Maria Arminda Pereira, Maria Zulmira, Maria do Céu Policarpo, Maria Ivone Reis, Maria de Lurdes Rodrigues e Maria Nazaré Mascarenhas, eram enfermeiras. Chegaram à Base Aérea de Tancos de saia plissada – os homens riram-se – mas em 1961 foram as primeiras mulheres portuguesas a receber as boinas verdes.

Depois de visitar os feridos, em Angola, Kaúlza de Arriaga assumiu a odisseia de formar, militarmente, as primeiras mulheres enfermeiras-paraquedistas. Consideradas «detentoras de qualidades inatas essenciais: o cuidado, a generosidade e a delicadeza na abordagem dos feridos, não podendo ser, por isso substituídas por homens». Os requisitos exigidos eram: «serem solteiras e terem boa formação moral, profissional e religiosa».

Maria Zulmira André, faleceu no dia 12 de Setembro de 2010, deixando saudades junto dos colegas e alunos da Escola Superior de Enfermagem São Francisco das Misericórdias. Entre os 28 e os 37 anos, saltou de paraquedas, viajou entre Portugal, Angola, Moçambique e a Guiné efetuando viagens que duravam mais de 20 horas dentro de um avião, salvou vidas e amparou as famílias dos soldados caídos em combate.

Quais anjos caídos do céu, estas mulheres cuidavam de crianças, mulheres, idosos e dos jovens soldados feridos. Eram elas que os traziam de volta. Quantos soldados regressaram às suas casas e sobreviveram, fisicamente, à guerra pelas mãos destas mulheres?” – Pergunta Antonieta Guerreiro num dos seus artigos de opinião agora publicado no livro “Em nome das pessoas”.

Aproveitando a ocasião em que a ex-deputada apresentou os seus livros, “Em nome das pessoas” e “É preciso estar preso para ser livre”, no dia 28 de junho, em Tavira, os Paraquedistas e ex-combatentes homenagearam Maria Zulmira André, num evento teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal e que contou com a presença de Jorge Botelho, presidente da câmara, e do Coronel Nuno Pereira da Silva, a quem coube a apresentação dos livros, naquela que foi a sua última intervenção pública enquanto comandante do Regimento de Infantaria Nº 1.

Estes mesmos livros serão apresentados por Nuno Campos Inácio, no Posto de Turismo de Portimão, pelas 11:30 no sábado dia 14 de julho.

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