PCP CRITICA UM ANO DO “PACTO DE AGRESSÃO”

A Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP, reunida a 29 de Junho de 2012, procedeu a uma avaliação da situação económica, social e política da região e considera que “um ano após a assinatura do Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI; analisou a luta travada pelos trabalhadores e pela população do Algarve contra a política de exploração e empobrecimento que está em curso”.

“Decorrido um ano da acção do Governo PSD/CDS a situação no Algarve agravou-se profundamente, confirmando que se está perante a maior crise desde os tempos do fascismo. Na primeira linha do vasto conjunto de problemas que atingem os trabalhadores e a população algarvia está a dimensão do desemprego que atinge mais de 60 mil trabalhadores, 26% da população activa, constituindo a maior taxa do país e que, junto da juventude, ultrapassa os 35%. Uma realidade, que
sendo ligeiramente esbatida durante o período do Verão, corre o sério e inquietante risco de poder vir a ser aprofundada dentro de alguns meses quando terminar a chamada época alta do turismo”, sublinha a DORAL do PCP.

Cientes que  “não há nenhum dos principais sectores económicos da região que não esteja em profunda crise”, os comunistas algarvios criticam “o cancelamento de obras estruturantes – requalificação da EN125; conclusão do IC27; construção do Hospital Central do Algarve; requalificação de escolas; etc”.

Assim, “a par do estrangulamento no acesso ao crédito”, o documento do PCP salienta que “as pescas vivem a longa agonia de décadas de política de desmantelamento e abate que, a par da crise no sector do marisqueio, empurram estes sectores para um papel cada vez mais residual, quando as potencialidades seriam enormes”.

Por outro lado, recorda-se que “o comércio e os serviços diversos – que em sectores como a restauração, a reparação automóvel, o pequeno retalho, as farmácias – vivem na agonia diária e em eminente risco de falência esmagados por uma quebra acentuada dos rendimentos das famílias e um brutal agravamento da carga fiscal em particular do IVA e do IMI e dos custos dos factores de produção (combustíveis; electricidade; gás; portagens; crédito; seguros; etc)”.

Quanto à “continuidade da imposição de portagens na Via do Infante (ainda que as restritas isenções tenham sido prolongadas três meses) que perdeu mais de metade do tráfego nos últimos meses”, o PCP considera ainda que “é o retrato mais fiel da política de sucessivos governos contra a região e das opções de classe que estes assumiram submetendo os interesses da população, aos lucros das concessionárias das estradas e da banca. Uma política que se prolonga na tentativa de extinção de dezenas de Freguesias, no encerramento do Tribunal de Monchique, na concentração e extinção de escolas agora por via dos Mega-agrupamentos, na destruição do Serviço Nacional de Saúde, bem como, na acção por parte das autarquias PS e PSD que massacram a população do Algarve com uma imparável subida de taxas e tarifas municipais”.

A DORAL assegura que o PCP  pretende implementar diversas ações, como “afirmação de uma política alternativa para o Algarve, de que a apresentação pública, no próximo dia 14 de Julho, de uma proposta em defesa da actividade portuária da região, ligada ao desenvolvimento dos sectores produtivos, é expressão”.

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