O interesse turístico regional e nacional exige do governo a suspensão das portagens na Via do Infante – AHETA

Numa altura em que o governo se prepara para fazer a avaliação dos primeiros seis meses sobre a introdução de portagens na Via do Infante, tendo em vista a sua reapreciação, a AHETA apela veementemente ao governo para, em nome do interesse regional e nacional, suspender a cobrança de portagens na A22.

Via do Infante está a cada dia que passa, depois de instaladas as portagens, cada vez mais às moscas…

Com o aproximar da estação alta do turismo, época em que a região é mais procurada por turistas nacionais e estrangeiros, a AHETA não pode deixar de alertar as autoridades, nomeadamente o governo, para a necessidade de evitar a mais que previsível situação caótica que, fatalmente, irá verificar-se no Algarve durante os próximos meses de Verão, traduzida em enormes prejuízos para a economia regional e nacional.

A título de exemplo, é de referir que apenas o mercado espanhol apresenta, após a introdução de portagens na A22, uma descida acumulada de mais de 20 por cento face ao período homólogo de 2011, sendo as previsões para uma quebra ainda mais significativa durante os meses de Verão. Os prejuízos resultantes desta redução de procura são incalculáveis, quer na facturação das unidades hoteleiras e turísticas, quer no comércio e restauração regionais, contribuindo significativamente para o aumento do desemprego.

Além da AHETA, também a Comissão de Utentes da Via do Infante não tem parado de protestar, advertindo ainda para o perigo dos automobilistas fugirem do pagamento das portagens para a EN 125 – “Rua de Morte” 

O cariz estratégico e prioritário do mercado espanhol não está em causa, tanto mais que o mesmo vinha registando aumentos muito significativos nos últimos anos para o Algarve, tendo contribuído decisivamente para esbater as descidas ocorridas nos principais mercados externos.

Por outro lado, o balanço dos primeiros seis meses mostra que, comparativamente a igual período do ano anterior, se registaram mais acidentes mortais e mais acidentes graves na EN 125, consequência natural da redução de quase 60 por cento do tráfego na Via do Infante e consequente transferência do trânsito para a nacional 125.

A paragem das obras de requalificação na EN 125, aliada ao fim das discriminações positivas na Via do Infante no final do mês de Junho, irá agravar ainda mais as cifras negras dos acidentes graves e provocar prejuízos irreparáveis à imagem da maior região turística portuguesa, através da cobertura mediática nacional e internacional destes acidentes, designadamente daqueles que envolvem cidadãos estrangeiros.

As portagens na via do Infante não são apenas injustas mas também um desastre económico e turístico, resultante da aplicação de um modelo confuso e desmotivador, devendo ser suspenso urgentemente. O prolongamento das isenções não se apresenta como a solução, mas antes como o persistir num erro que precisa ser corrigido a todo o custo.

Uma região e um país que precisam do turismo como do pão para a boca, não atraem visitantes criando dificuldades atrás de dificuldades, como é o caso das portagens na Via do Infante, sobretudo quando o modelo de pagamento adoptado se vem revelando impraticável, ineficaz, gerador de descontentamento e, por conseguinte, potenciador de conflitos emocionais e outros.

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