PS contra captura de polvo com isco vivo

O Grupo Parlamentar do  PS insurgiu-se contra a prorrogação, por mais 120 dias, da permissão de captura de polvocom isco vivo, tendo os Deputados Miguel Freitas e Jorge Fão solicitado ao presidente da Comissão de Agricultura e do Mar audições com Associações de Pescadores, Universidade do Algarve e IPIMAR, de forma a encontrar soluções que promovam a sustentabilidade deste importante recurso para a economia nacional e regional.

Os Parlamentares socialistas defendem a imediata suspensão da captura do polvo com isco vivo, tendo em conta que o período de prorrogação para a sua permissão determinada pelo Governo colide com a respetiva época de incubação e reprodução, o que a curto prazo poderá ter um impacto negativo no recurso principalmente na costa algarvia. 

Para os Parlamentares, a pesca desenfreada do polvo vulgar (Octopus vulgaris), desencadeada a partir da introdução do isco vivo nas armadilhas de gaiola, gera um forte impacte negativo nesta espécie, a mais abundante na costa portuguesa e cuja captura no Algarve representa cerca de 40% das capturas nacionais.

A preocupação dos socialistas é sustentada pela quebra de cerca de 70% das capturas por unidade de esforço registada a partir de 2008 na região do Algarve, altura em que se verificou o início da substituição do isco morto pelo caranguejo verde. Uma espécie que, alertam os Deputados, regista igualmente índices de diminuição alarmantes na Ria Formosa, o que a curto prazo poderá provocar alterações a nível da cadeia alimentar e dos ecossistemas desta zona lagunar.

Criticando o Governo por ter prorrogado a permissão da captura do polvo com isco vivo sem prestar quaisquer esclarecimentos às insistentes exposições apresentadas pelo Grupo Parlamentar do PS sobre esta matéria, Miguel Freitas e Jorge Fão propõem ainda ao presidente da Comissão que promova uma audiência com o Secretário de Estado do Mar, para apresentação dos resultados obtidos pelo grupo de trabalho, constituído apenas aquando da prorrogação para analisar a situação.

 

Ainda no âmbito do setor das pescas, o Deputado e também presidente do PS Algarve, Miguel Freitas, questionou o Governo sobre o início das obras de reparação do cais 6 do porto de Quarteira, que se encontra deteriorado há cerca de dois anos, com graves problemas ao nível da operacionalidade e da segurança naquela infraestrutura.

O dirigente socialista questionou ainda o Executivo sobre a data de início das prometidas obras de conclusão do porto, nomeadamente no que concerne à construção de sanitários e de uma cafetaria, cuja inexistência impede assegurar as devidas condições de gestão do porto e a higiene no local.

 

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