Cruz Vermelha apela a uma maior preparação nuclear

Um ano depois do maior terramoto e tsunami registado no Japão que danificou o reactor nuclear de Daiichi em Fukushima, a Cruz Vermelha Japonesa apela a uma maior vigilância na preparação para possíveis acidentes nucleares em todo o mundo.

Em conjunto com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), a Cruz Vermelha Japonesa irá presidir uma conferência internacional em Maio, onde as Sociedades Nacionais de todo o mundo irão partilhar experiências e traçar um mapa para a elaboração de futuras linhas de orientação para ajudar a preparação para desastres nucleares e de responsabilidade humana.

“Após 26 anos ainda estamos a enfrentar as consequências humanitárias do desastre nuclear de Chernobyl”, explica Tadateru Konoe, Presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e da Cruz Vermelha Japonesa. “O legado do desastre de Fukushima será sentido pelas gerações vindouras”.

Os milhares de pessoas que foram evacuadas de Fukushima não podem regressar a casa e permanecem num estado de incerteza e ansiedade sobre os efeitos de saúde desde acidente nuclear a longo prazo.

“As mães não deixam os filhos brincar ao ar livre. Elas encontram-se num vácuo de informação e necessitam algumas seguranças em relação ao futuro”, diz o Presidente Konoe. “O legado de tais desastres ensinou-nos que temos que fazer mais para ajudar a preparar as pessoas para tais eventualidades”.

O ritmo lento da reconstrução de toda a linha costeira afectada pelo desastre tem contribuído para o stress dos sobreviventes, pela pouca clareza no tempo que deverão permanecer nos abrigos temporários. O tsunami destruiu comunidades costeiras por inteiro e apesar dos progressos na limpeza dos escombros e no restabelecimento de serviços básicos, o desemprego é uma das grandes preocupações com mais de 120 mil pessoas ainda sem trabalho.

“Uma das nossas maiores preocupações tem sido o bem-estar das pessoas que se encontram nas acomodações temporárias, em particular os idosos”, refere o Presidente Konoe. “O estado de espírito de muitas pessoas continua a estar inquieto e nós estamos a fazer os possíveis para apoiá-los.”

Apesar da Cruz Vermelha continuar a ter um papel crucial no apoio às comunidades é fundamental que as pessoas obtenham mais informação para estarem mais preparadas para eventualidades como esta.

As doações já realizadas têm permitido à Cruz Vermelha apoiar os sobreviventes do tsunami na recuperação das habitações. Até ao momento foram angariados um total de 528 milhões de euros, dos quais 59 mil euros foram doados pela Cruz Vermelha Portuguesa. Esses fundos estão a ajudar, entre tantas outras actividades, a tornar a vida dos que vivem em casas temporárias mais agradável, como apoiando os mais vulneráveis, entre eles idosos e crianças.

fonte CVP

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