VASO ISLÂMICO PATENTE EM NOVO MUSEU DE TAVIRA

No passado dia 23 de Fevereiro, foi inaugurado o Núcleo Islâmico do Museu Municipal de Tavira, localizado nas instalações do ex-BNU, adquiridas pela autarquia.

No acto da inauguração, Jorge Botelho, Presidente do Município de Tavira, referiu que desde o início da obra “já passaram quinze anos. A obra teve imensos problemas por causa da arqueologia, coisas demoradas. Andaram devagar, com muita vontade de resolver o assunto.

Faltava uma empreitada para acabar este Núcleo Museológico. Trata-se de um esforço considerável, humano, material e financeiro cerca de 2,100 milhões de euros investidos, desenvolvido pela Câmara Municipal de Tavira, 50% apoiados por fundos europeus (POAlgarve, Interreg) e nacionais (Promuseus). 

Quero agradecer a todos o contributo que deram. Esta data que marca também a abertura da primeira exposição “Tavira Islâmica” que é muito importante para o Município de Tavira porque é o culminar de um processo que foi iniciado há muito tempo. Quero agradecer especialmente à família Maia, porque há um ano atrás eu, e o vice-presidente da Câmara estivemos com o Professor, Manuel Maia e Maria Maia, na altura ainda viva, e tivemos uma conversa muito interessante sobre o Museu e o vaso de Tavira e a obra que tínhamos de fazer. Vimos uma grande disponibilidade para que o vaso viesse para Tavira. Fica assinalado o domínio Islâmico aqui, na nossa terra, um domínio importante.

Esta obra, agora é desfrutá-la, quer para abrir uma janela quer uma porta de oportunidades, tanto na área cultural como na turística, para o Município de Tavira na sua afirmação como Tavira cultura”.

Manuel Maia, ao explicar as várias fazes das obras de arqueologia, disse que o vaso apareceu a dois metros de profundidade, “todo fragmentado. Pensamos logo que estava ligado à cultura Islâmica porque era a primeira vez que apareciam figuras. As escavações eram para começar em Setembro de 1995 mas só começaram em Março de 1996, devido a complicações que eram mais que muitas. Em Mértola, Silves e Loulé podem ver peças em muito melhor estado do que aquelas que estão em Tavira. Mas a qualidade dos fragmentos que nós temos, é de tal maneira que mostra a pujança económica e política que teve Tavira nos finais do Século XI e XII”.

Como convidados estiveram na inauguração Macário Correia, Presidente da Associação de Municípios, Dália Paulo, delegada regional da cultura e António Pina, presidente do Turismo do Algarve.

Geraldo de Jesus

 

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