Dia da Mulher com arte em SB Alportel

No Dia Internacional da Mulher, são-brasenses apresentam performance “Sobre Nós Mulheres”

Em São Brás de Alportel, o Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março, celebra-se com arte e através da arte, na Performance de Intervenção Comunitária “Sobre Nós Mulheres”, a ter lugar no átrio das Piscinas Municipais Cobertas, pelas 21h30.

Um palco invulgar para celebrar um dia de grande significado histórico através de “uma abordagem diferente, um lugar diferente, um teatro diferente ….[para] pensar e refletir sobre as problemáticas dos direitos das mulheres, das oportunidades e da igualdade de géneros.” Assim se descreve a Performance “Sobre Nós Mulheres”, uma abordagem de Intervenção Comunitária que utiliza como instrumento prático de trabalho o Teatro do Oprimido, junto da comunidade local.

Integrada no Programa, Março, Mês de Mulher, esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel, em colaboração com a Cooperativa de Intervenção Social e Cultural – MANDACARU (GTOalg Grupo de Teatro do Oprimido do Algarve e Núcleo do  IPFP – Instituto Paulo Freire Algarve) conta com a participação de membros do Clube de Leitura “Ler para Viver”, bem como outros elementos da comunidade são-brasense,, tendo por base os princípios do Teatro do Oprimido.

A apresentação “Sobre Nós Mulheres” levada à cena pelo grupo informal “Juntas por acaso”, resulta de um processo de formação-criação, uma apresentação baseada em situações reais alimentadas pelas suas vivências, que revelam em palco “situações de desigualdade, de poder, em que que há um oprimido que perde e um opressor que ganha em detrimento do sofrimento, humilhação e desrespeito pelo outro.” A ação centra-se na vida de 2 mulheres, Manuela e Maria envolvidas nas teias da vida e com muitos sonhos adiados. ”Para Manuela  a imagem de uma família tranquila e feliz não passa de um quadro na parede. Para Maria, a ideia de ter um promissor futuro profissional no seu país, parece ser cada vez mais um sonho difícil de se concretizar.” Duas histórias de vida que se cruzam com os espetadores, que são convidados a integrar este teatro de improviso e passar de espetadores a atores…

Segundo o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal, “o teatro deve ser encarado nas suas várias vertentes, enquanto forma de arte que é comunicação e transformação.” O Teatro do oprimido “permite ao especta-ator experimentar a ação, ensaiá-la e isso gera uma horizontalidade, necessária e indispensável na relação entre” educador e educando”, pois na partilha, ambos aprendem e refletem para uma ação mais critica e informada sobre o mundo.

De entrada gratuita, a apresentação “Sobre Nós Mulheres” promete surpreender os espetadores e sensibilizar para a igualdade de géneros.

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