Estudo com 9.000 doentes avalia risco de doenças cardiovascular e renal na população portuguesa

Resultados apresentados a 12 de fevereiro, no 6º Congresso Português de Hipertensão, no Algarve

A ausência de dados e investigação, em Portugal, sobre a prevalência, na população portuguesa da microalbuminúria impôs à Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), à Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e à Novartis o desenvolvimento de um estudo epidemiológico para determinação desse importante indicador e fator de risco de doença cardiovascular e renal.
O estudo RACE (micRoAlbumin sCreening survEy) pretendeu determinar a prevalência de microalbuminúria em doentes hipertensos e/ou diabéticos tipo 2 diagnosticados e em não diabéticos com pressão arterial normal, assistidos nos cuidados de saúde primários. O RACE é o único estudo de prevalência da microalbuminúria nestas 4 Sub-populações.Os resultados do RACE serão apresentados no 6º Congresso Português de Hipertensão, no dia 12 de fevereiro, pelas 09h30, no Tivoli Marina Vilamoura, no Algarve.

A evidência científica atribui à Microalbuminúria uma primeira manifestação de nefropatia diabética e também uma relação entre este fator de risco e mortalidade cardiovascular, uma das principais causas de morte em Portugal. Através do estudo RACE, e de uma amostra muito significativa da população (9.198 participantes), será possível conhecer qual a prevalência de microalbuminúria na população portuguesa e a sua relação com características demográficas (idade, género, peso, IMC, exercício físico, etc.) e características clínicas (pressão arterial, dislipidemia, controlo da diabetes e acontecimentos cardiovasculares prévios) permitindo assim obter uma imagem da realidade portuguesa abrindo portas à tomada futura de medidas com o objetivo de reduzir a sua incidência, melhorando a sua prevenção e diminuindo o número de eventos relacionados com esta variável clínica.
A concentração de pequenas doses de albumina na urina (microalbuminúria) pode ser um indicador de desenvolvimento de doença renal terminal, a determinação deste fator de risco pode ajudar a definir o prognóstico e o tratamento mais adequados, tanto para os hipertensos como para os diabéticos, prevenindo o risco de doenças cardiovasculares, doença renal terminal e consequente transplante, muito comum em doentes diabéticos hipertensos.

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